
Lá, um mar de rosas murchas
deixam pétalas mortas pelo chão
pisados passados, presentes torturados
lá onde não pertenço
onde não me reconheço
lá onde mora o burocrata travestido de educador humanizado, carrasco de si mesmo
não anda, não canta
É lá onde não me vejo
busco contraditório desejo
tão social quanto documento
Eu, indiferente
agora vejo: lá não há de ser a fonte dos meus anseios
Há de ser uma dolorosa e passageira vontade de ser o que não desejo
sigo...
e quando bem longe de lá estiver
hei de respirar contentamento
By Anita Floyder
Quadro:"Landscape" Anita Floyder (2009)
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